Ver um cachorro correndo na praia parece uma cena de filme, certo? No entanto, na vida real, essa imagem “fofa” esconde riscos graves de saúde pública e sofrimento animal. Além disso, levar o cachorro na areia quente muitas vezes configura infração da lei. Por isso, precisamos falar a verdade que muitos responsáveis preferem ignorar: praia lotada e sol quente não combinam com cachorro.
Nesse sentido, se você diz amar seu animal, precisa saber a hora certa de deixá-lo em casa. Afinal, o bem-estar dele deve vir antes da sua vontade de ter companhia.
O chão é lava (literalmente)
Primeiramente, pense na temperatura. Você provavelmente está de chinelo, mas seu cão está descalço. Dessa forma, a areia da praia e o asfalto do litoral atingem temperaturas altíssimas rapidamente. Consequentemente, o que para você é apenas um “calorzinho”, para os coxins (almofadinhas) das patas do seu cão é uma queimadura de segundo ou terceiro grau. cachorro na areia quente
Além disso, a hipertermia (superaquecimento do corpo) pode matar um cão em questão de minutos. Portanto, submeter o animal a um ambiente lotado, sem sombra, barulhento e quente não é um passeio agradável. Pelo contrário, é uma forma de tortura.
O perigo invisível na areia
Outro ponto fundamental é que a areia da praia é um terreno fértil para doenças. Sendo assim, ao levar seu cão para a areia onde banhistas transitam, o responsável está expondo todos a riscos desnecessários.
Doenças transmitidas para humanos e animais
Por exemplo, as fezes de cães na areia transmitem o “Bicho Geográfico” (Larva migrans) e outros parasitas. Mesmo que você recolha os dejetos, resíduos microscópicos permanecem e afetam humanos, especialmente crianças.
Da mesma forma, a praia também é suja para o pet. Ou seja, seu cão pode contrair verminoses, dermatites e infecções graves pelo contato com areia contaminada ou água imprópria.
Petiscos mortais: Peixes e Águas-vivas
Ademais, cães são naturalmente curiosos e exploram o mundo com a boca. No entanto, no litoral paranaense, é comum encontrarmos perigos na areia. Por exemplo, a ingestão de um peixe em decomposição pode causar intoxicações severas.
Do mesmo modo, o contato com uma água-viva — mesmo que esteja morta — pode liberar toxinas. Como resultado, o animal pode sofrer reações alérgicas gravíssimas, dor intensa e até choque anafilático.
O que diz a Lei no Paraná?
Vale ressaltar também que não é apenas uma questão de bom senso, é lei. De fato, na grande maioria das praias do litoral do Paraná (como Matinhos, Guaratuba e Pontal do Paraná), a presença de animais na faixa de areia é proibida.
Logo, insistir em levar o cão para a areia em locais proibidos é uma infração que gera multa. Em suma, o responsável pelo animal responde legalmente pelos atos e riscos que gera à saúde pública.
Como levar o cachorro para o litoral com segurança?
Então, isso significa que você não pode levar seu cachorro para viajar? Não necessariamente. Você pode, mas deve agir com responsabilidade. Por isso, se quer curtir o mar com seu amigo, siga estas regras básicas:
Esqueça a farofa na areia: Definitivamente, lugar de cachorro não é no meio dos guarda-sóis ao meio-dia.
Prefira horários frescos: O passeio deve ser feito no início da manhã ou à noite. Assim, o chão estará frio e seguro.
Use o Calçadão: Sempre que possível, prefira caminhar no calçadão, que é mais limpo.
Busque praias desertas: Se quer que ele conheça o mar, procure trechos fora das zonas de banho e sempre mantenha o cão na guia.
Hidratação constante: Por fim, leve água fresca sempre.
