A tragédia Ataque de cães recente no Parque Barigui, que resultou na morte da cadelinha Lili, trouxe à tona uma discussão urgente e necessária sobre segurança em espaços públicos. Infelizmente, o que deveria ser um passeio tranquilo se transformou em um pesadelo devido à irresponsabilidade de quem conduzia animais de grande porte sem os devidos equipamentos de segurança.
Diante desse cenário, não podemos tratar o ocorrido como um simples acidente. Pelo contrário, foi uma consequência direta da negligência e do desrespeito às normas de convivência. Por isso, é fundamental esclarecermos o que diz a lei e qual o papel de cada um de nós.
O que diz a Lei em Curitiba?
Muitas pessoas acreditam que podem andar com seus cães soltos nos parques. No entanto, a Lei Municipal 13.914/2011 é muito clara sobre isso. Segundo a legislação, todos os cães devem circular em vias públicas utilizando coleira e guia. Além disso, para animais de grande porte ou de raças específicas, o uso da focinheira é obrigatório.
Ou seja, a regra existe para proteger tanto as pessoas quanto outros animais. Contudo, a sensação de impunidade e a falta de fiscalização ativa por parte da Prefeitura fazem com que muitos ignorem essas obrigações. Consequentemente, colocam em risco a vida de pets menores, como aconteceu com a Lili.
De “Tutor” para “Responsável”
Costumamos usar a palavra “tutor” com carinho. Entretanto, juridicamente e moralmente, o termo mais adequado é responsável. Quem assume a guarda de um animal, principalmente de um cão com potencial ofensivo, assume também os riscos que ele pode causar.
Dessa forma, alegar que o cão é “dócil” não isenta o proprietário de seguir a lei. Afinal, o instinto do animal pode ser imprevisível em ambientes movimentados. Portanto, ser responsável significa prevenir o pior, utilizando guia curta e focinheira, independentemente do temperamento do cão em casa.
O que fazer e como cobrar
A indignação nas redes sociais é válida, mas precisamos ir além. Acima de tudo, é necessário cobrar das autoridades uma fiscalização efetiva nos parques de Curitiba. A lei não pode ficar apenas no papel.
Por outro lado, se você presenciar uma situação de risco, denuncie. Em suma, a segurança dos nossos pets depende de uma postura coletiva mais rígida e consciente.
Por fim, sabemos que em casos de ataque, cada segundo conta.

